Mensagem: Aceita um palito.

A cortesia é parecida com a manga de um mágico; sempre guarda surpresas agradáveis. No mínimo, uma pomba da paz!

Um sorriso, um cumprimento cordial, um pedido de desculpas, a cessão da vez ou do lugar, um suave "por favor", um envolvente "obrigado", e tantos outros comportamentos qualificados como de etiqueta, são elementos que saem aos montes do ventre da cortesia.

A cortesia é sempre maravilhosa, mesmo quando só por interesse - oportunidade em que perde muito de seu encanto. Mas o pior é a sua ausência... Ih! É ruim.

Chegando ao restaurante, enquanto esperava que os pratos fossem servidos, o pai pega um paliteiro, tira um palito e dá-o a uma filha. Esta, espantada, reage:
- Pra que é que eu quero um palito?
- É um presente meu, filha. Aceite-o.
- Não... Obrigada!

Ato contínuo, deu-o ao filho que também ali estava, sendo por ele aceito com um sorridente,
- Muito obrigado papai!.

Minutos depois, chegou o prato principal. Compondo-o, destacava-se uma vistosa azeitona verde.

Calmamente, o pai pede de volta o palito ao filho, espeta-o na azeitona, devolvendo-o em seguida, agora adornado por aquele delicioso petisco.

A filha logo reclama:
- E eu, não ganho uma azeitona, não?
- Não! - respondeu o pai com tranqüilidade - Quando lhe dei um palito de presente foi para que, chegando o prato principal, você fosse a primeira a se servir, tirando a azeitona de que tanto gosta. Como não aceitou o presente...
- Mas papai, se eu soubesse...

- É isso, filha, se você soubesse já teria aprendido que presentes dados têm valores visíveis e invisíveis, e só quem sabe recebê-los tem condições de perceber tudo isso... e desfrutá-los com proveito e sabedoria.
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About Alexandre Ferreira

Blog do comunicador Alexandre Ferreira - Jornalista, Radialista e Professor Universitário.

2 comentários:

gercicristal.blogspot.com disse...

Olá, passando pra desejar uma semana linda, cheia de presentinhos lindos.

Otilia disse...

Alexandre, te amo, sou uma avó que te curte, não estou conseguindo te ouvir,pois estou com calmantes. No domingo é certo e adorei essa história, foi dez.abeijos de Otilia